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Drogas


1. Histórico dos inalantes
Um número grande de produtos comerciais têm em sua formação várias substâncias voláteis (evaporam-se facilmente), os chamados solventes. Como essas substâncias têm a capacidade de evaporar facilmente, a sua inalação pode ocorrer voluntária, principalmente entre adolescentes e crianças, ou involuntariamente, como nos casos de trabalhadores da indústria de sapato.
2. Como os inalantes agem no organismo?
Os solventes podem ter efeitos estimulatórios, ou de depressão e até causar alucinações. Devido à essa complexidade de efeitos, considera-se que essas substâncias tenham efeitos em vários processos fisiológicos cerebrais simultaneamente. Até o momento, não se conhece a interação dos solvente com nenhum neurotransmissor conhecido.A intoxicação aguda pode ser descrita em quatro fases:- Primeira fase: excitação, euforia, exaltação, tonturas, perturbações visuais e auditivas. Além disso podem ocorrer: náuseas, espirros, tosse, salivação, fotofobia e rubor na face. - Segunda fase: confusão, desorientação, obnubilação, perda do autocontrole, visão embaçada, diplopia, cólicas abdominais, dor de cabeça e palidez. - Terceira fase: redução acentuada do alerta, incoordenação motora, ataxia, fala pastosa, reflexos deprimidos e nistagmo. - Quarta fase: depressão acentuada do alerta, chegando até a inconsciência, sonhos bizarros e convulsões epileptiformes.A exposição crônica aos solventes pode causar: prejuízo de memória, diminuição da destreza manual, alteração no tempo de reação aos estímulos, cansaço, dor de cabeça, confusão mental, incoordenação motora e fraqueza muscular. Essa fraqueza pode ser causada por lesão em nervos motores, em casos graves, pode resultar em paralisia.
3. Metabolismo e Eliminação dos inalantes
A eliminação ocorre em parte através da respiração, mas a maior parte é metabolizada rapidamente pelo fígado. Os seus metabólitos, como a hexanodiona (substância tóxica para os nervos periféricos), são eliminados na urina.

1. Histórico e Formas de Preparação da Cocaína
A cocaína é um alcalóide presente numa planta sul-americana, a coca, cujo nome científico é Erythroxylon coca.
O "vinho de coca", preparado à base da planta, foi considerado na Europa uma bebida muito reconfortante e de grande uso social. O Papa Pio XI agraciou o principal fabricante deste vinho. Um dos mais adeptos da cocaína foi Freud. Ele próprio ingeriu a cocaína para provar a energia e vitalidade produzidas pela droga. A cocaína foi usada como medicamento até o início do século. Existiram surtos do uso desta droga no passado, mas depois que foram demonstrados os seus efeitos prejudiciais ao organismo, houve uma proibição do seu uso e um declínio na ingestão da cocaína. Hoje em dia, vive-se o pico de uma nova epidemia .
Existem várias formas de cocaína. O "chá de coca", preparado à base das folhas, é muito utilizado no Peru. Nesta forma, pouca droga é absorvida e portanto muito pouco chega ao cérebro.
Através de vários procedimentos, usando produtos como solvente e ácido sulfúrico, obtém-se o sal de cocaína ("pó" ou "neve"). Como ele é solúvel, pode ser aspirado ou usado via endovenosa, dissolvido em água
Tratando o sal de cocaína com bicarbonato, obtém-se um bloco sólido, que é conhecido com o nome de "crack". Este nome "crack" advém do barulho produzido neste processo de solidificação e na quebra deste bloco em pequenos pedaços. Ele também pode ser preparado a partir da pasta de cocaína. Esta forma é pouco solúvel em água, mas se volatiza quando aquecida, sendo fumada em cachimbos.
2. O que a cocaína faz no Organismo ?
A cocaína interfere na ação de substâncias que existem no nosso cérebro, os "neurotransmissores", como a dopamina e a noradrenalina. A cocaína eleva a quantidade dessas substâncias, porque ela inibe a recaptação pelo neurônio, aumentando a concentração desta substância na fenda sináptica, isto é, no espaço entre os neurônios nos quais se processa a neurotransmissão. Com isso, todas as funções que esses neurotransmissores possuem ficam amplificadas e podem também aparecer ações que não existem nas concentrações normais.
Com a ingestão da cocaína ocorre uma sensação de euforia e prazer.
Ela produz aumento das atividades motoras e intelectuais, perda da sensação de cansaço, falta de apetite, insônia.
Numa dose exagerada (overdose) aparecem sintomas de irritabilidade, agressividade, delírios e alucinações. Pode ocorrer também aumento de temperatura e da pressão arterial, taquicardia e degeneração dos músculos esqueléticos. Este excesso pode levar até à morte, que ocorre por convulsões, falência do coração ou depressão do centro controlador da respiração.
Se a droga for usada pela via endovenosa ou respiratória os efeitos são quase imediatos. Isto porque ela vai direto para o cérebro, sem passar pelo fígado, onde é degradada. Isto provoca aumento da probabilidade de overdose.
No caso da via endovenosa, além do risco de overdose, há também o perigo de infecção através do uso de seringas contaminadas, principalmente com o vírus da AIDS, da hepatite e de outras doenças transmissíveis.
3. Como a cocaína é eliminada do organismo ?
A cocaína é rapidamente metabolizada pelo fígado e seus metabólitos inativos são detectáveis na urina.
4. Tolerância e dependência à cocaína
Não há comprovado efeito de tolerância devido ao uso crônico e não existe Síndrome de Abstinência característica, quando cessa a ingestão. No entanto, o componente psicológico é muito forte e ocorre, na maioria das vezes, uma vontade incontrolável de consumir a droga, que é a chamada "fissura".
1. Histórico do álcool e Tipos de Bebidas
Embora seja uma droga, freqüentemente o álcool não é considerado como tal, principalmente pela sua grande aceitação social e mesmo religiosa. Pode-se observar nas obras gregas, mitos sobre a criação do vinho. Com destaque para as figuras de Dioniso, Icário e o Rei Anfictião protagonizando a visão grega sobre o uso do vinho (álcool). Nos dias de hoje, é prática em muitas famílias a "iniciação" das crianças no consumo do álcool. A permissividade ao álcool leva à falsa crença de inocência do uso do álcool, mas o consumo excessivo tem se tornado um dos principais problemas das sociedades modernas.
O álcool contido nas bebidas é cientificamente conhecido como etanol, e é produzido através de fermentação ou destilação de vegetais como a cana-de-açúcar, frutas e grãos. O etanol é um líquido incolor. As cores das bebidas alcóolicas são obtidas de outros componentes como o malte ou através da adição de diluentes, corantes e outros produtos.
No Brasil, há uma grande diversidade de bebidas alcóolicas, cada tipo com quantidade diferente de álcool em sua composição. Alguns exemplos:


Bebida Porcentagem de Álcool
Cerveja 5%
Cerveja "light" 3,5%
Vinho 12%
Vinhos fortificados 20%
Uísque, Vodka, Pinga 40%
2. O que o álcool faz no organismo?
O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago.
Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Num adulto, a taxa de metabolismo do álcool é de aproximadamente 8,5g de álcool por hora, mas essa taxa varia consideravelmente entre indivíduo.
Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue. Os sintomas que se observam são:
- Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;
- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;
- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;
- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;
- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.
Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.
A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes, barbituratos, antihistamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.
O efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.
3. Tolerância e Dependência ao álcool
O uso regular do álcool torna a pessoa tolerante a muitos dos seus efeitos, sendo necessário maior consumo para o indivíduo apresentar os mesmos efeitos iniciais.
A dependência física ocorre em consumidores de grandes doses de álcool. Como já estão adaptados à presença do álcool, esses indivíduos podem sofrer sintomas de abstinência quando param de beber. Os sintomas de abstinência são: nervosismo ou irritação, sonolência, sudorese, diminuição do apetite, tremores, convulsões e alucinações.
Pode-se desenvolver a dependência psicológica com um uso regular do álcool, mesmo que em pequenas quantidades. Nesse tipo de dependência há um desejo persistente de consumir álcool e sua falta pode desencadear quadros ansiosos ou mesmo de pânico.
4. Álcool e Gravidez
O consumo de álcool durante a gravidez expõe a criança aos efeitos do álcool. O mais grave desses efeitos é a Síndrome Fetal pelo Álcool, cujas características incluem: retardo mental, deficiência de crescimento, deformidade facial e de cabeça, anormalidades labiais e defeitos cardíacos.
5. Fatos Interessantes Sobre o Álcool
1) Epidemiologia do uso (quem usa, onde, situação)
2) Acidentes de trânsito relacionados ao uso de álcool
3) O álcool e o trabalho
4) Custos hospitalares creditados ao uso do álcool
5) Leis sobre o uso do álcool
6) Fontes de dados




Heroína A heroína (Diacetilmorfina) foi introduzida para fins medicinais, em 1898, após testes clínicos na Universidade de Berlim. Porém, foi sintetizada, em 1974, pelo químico Dreser. Esse tóxico é obtido da síntese da morfina. Nesse processo químico são substituídos dois átomos de hidrogênio, por dois núcleos de acetilo.
Seu efeito é 10 vezes mais potente que os das morfinas, daí o seu nome
HEROÍNA; do alemão "heroich", que significa "potente", "energético".
Da mesma forma que os opiáceos, a heroína determina dependência física e psíquica, isto é, a sua retirada vai determinar o "síndrome de abstinência". É usada pelas narinas, ou por meio de injeções.
As manifestações físicas provocadas pela falta da heroína são náuseas,
vômitos, pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sanguínea e da temperatura, dores em todo corpo, insônia, crises de choro, tremores, diarréia, enfim, todos os sintomas da falta da morfina podem ser indicados. A dependência física é grande, isto é, o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.
(Referência: Home page da Narcóticos Anônimos)
Crack O crack é uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu este nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado. Mais barato que a cocaína, produz um efeito forte que dura muito pouco tempo, aumentando o consumo rapidamente e encarecendo a dependência. Pequenas pedras de formatos irregulares, fumadas em cachimbos na maioria das vezes improvisado. Os efeitos produzidos na usuário são basicamente iguais ao da cocaína, porém muito mais intensos. Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provacando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo. Atualmente, é a droga que mais causa devastação no organismo do usuário.
Maconha É extraída das folhas da Cannabis Sativa, planta nativa das regiões equatoriais e temperadas. Droga mais consumida no mundo inteiro. Excitante de graves pertubações psíquicas e geralmente leva ao usuário a associar outro tipo de droga. É a porta de entrada de outras drogas.
De fácil identificação: (erva seca, picada, de coloração esverdeada).
Podemos destacar alguns sinais no usuário, tais como: boca seca, fome exagerada, olhos vermelhos, pois o THC susbstância7787777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777745102 encontrada na folha da maconha, dilata os vasos sangüineos oculares provocando vermelhidão, podendo citar entre os vários malefícios da droga: taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), baixa do hormônio testosterona, causando uma queda muito grande no número de espermatozóides e reduzindo a líbido, infecções respiratórias, síndrome amotivacional, perda da memória à curto prazo afetando o rendimento escolar.
Heroína A heroína (Diacetilmorfina) foi introduzida para fins medicinais, em 1898, após testes clínicos na Universidade de Berlim. Porém, foi sintetizada, em 1974, pelo químico Dreser. Esse tóxico é obtido da síntese da morfina. Nesse processo químico são substituídos dois átomos de hidrogênio, por dois núcleos de acetilo.
Seu efeito é 10 vezes mais potente que os das morfinas, daí o seu nome
HEROÍNA; do alemão "heroich", que significa "potente", "energético".
Da mesma forma que os opiáceos, a heroína determina dependência física e psíquica, isto é, a sua retirada vai determinar o "síndrome de abstinência". É usada pelas narinas, ou por meio de injeções.
As manifestações físicas provocadas pela falta da heroína são náuseas,
vômitos, pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sanguínea e da temperatura, dores em todo corpo, insônia, crises de choro, tremores, diarréia, enfim, todos os sintomas da falta da morfina podem ser indicados. A dependência física é grande, isto é, o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.



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